Ao encontrar folhas de papel em branco, tenho vontade de preenchê-las com letras. (Carlucio Bicudo)
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terça-feira, 28 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Arte Naif - Lindas obras!
Arte Naïf
Autora: Thais Ibanez
Autora: Djanira Mota
Autor: Júlio Paraty
Autor: Nerival.
Autora: Alice Masiero
Outros Nomes
Arte ingênua
Definição
O termo arte naïf aparece no vocabulário artístico,
em geral, como sinônimo de arte ingênua, original e/ou instintiva,
produzida por autodidatas que não têm formação culta no campo das artes.
Nesse sentido, a expressão se confunde freqüentemente com arte popular,
arte primitiva e art brüt,
por tentar descrever modos expressivos autênticos, originários da
subjetividade e da imaginação criadora de pessoas estranhas à tradição e
ao sistema artístico. A pintura naïf se caracteriza pela ausência das
técnicas usuais de representação (uso científico da perspectiva, formas
convencionais de composição e de utilização das cores) e pela visão
ingênua do mundo. As cores brilhantes e alegres - fora dos padrões
usuais -, a simplificação dos elementos decorativos, o gosto pela
descrição minuciosa, a visão idealizada da natureza e a presença de
elementos do universo onírico são alguns dos traços considerados típicos
dessa modalidade artística.


A história da pintura naïf liga-se ao Salon des
Independents [Salão dos Independentes], de 1886, em Paris, com exibição
de trabalhos de Henri Rousseau (1844 - 1910), conhecido como "Le
Douanier", que se torna o mais célebre dos pintores naïfs.
Com trajetória que passa por um período no Exército e um posto na
Alfândega de Paris (1871-1893), de onde vem o apelido "Le Douanier"
(funcionário da alfândega), Rousseau dedica-se à pintura como hobby.
Pintor, à primeira vista, "ingênuo" e "inculto", pela falta de formação
especializada, dos temas pueris e inocentes, é responsável por obras que
mostram minuciosamente, de modo inédito, uma realidade ao mesmo tempo
natural e fantasiosa, como em A Encantadora de Serpentes, 1907.
Seu trabalho obtém reconhecimento imediato dos artistas de vanguarda do
período - como Odilon Redon (1840 - 1916), Paul Gauguin (1848 - 1903),
Robert Delaunay (1885 - 1941), Guillaume Apollinaire (1880 - 1918),
Pablo Picasso (1881 - 1973), entre outros -, que vêem nele a expressão
de um mundo exótico, símbolo do retorno às origens e das manifestações
da vida psíquica livre e pura. Em 1928, o colecionador e teórico alemão
Wilhelm Uhde (1874 - 1947) - um dos descobridores do artista - organiza a
primeira exposição de arte naïf em Paris, reunindo obras de Rousseau,
Luis Vivin (1861 - 1936), Séraphine de Senlis (1864 - 1942), André
Bauchant (1837 - 1938) e Camille Bombois (1883 - 1910). Mais tarde, o
Museu de Arte Moderna de Paris dedica uma de suas salas exclusivamente à
produção naïf.


Autora: Rosangela Borges Autora: Valquíria Barros
No século XX, a arte naïf é reconhecida como uma
modalidade artística específica e se desenvolve no mundo todo, sobretudo
nos Estados Unidos, na ex-Iugoslávia e no Haiti. Em solo
norte-americano, as inúmeras cenas da vida rural pintadas por Anna Mary
Robertson (1860 - 1961) - conhecida como Vovó Moses - adquirem
notoriedade quando a artista, autodidata, descoberta por um
colecionador, completa 80 anos. Oriunda da tradição de retratistas
amadores, a arte naïf norte-americana encontra expressão nas obras de J.
Frost (1852 - 1929), H. Poppin (1888 - 1947) e J. Kane (1860 - 1934).
Na Inglaterra, o nome de Alfred Wallis (1855 - 1942) associa-se a navios
à vela e paisagens. Descoberto em 1928 pelos artistas ingleses Ben
Nicholson (1894 - 1982) e Christopher Wood (1901 - 1930), Wallis pinta
com base na memória e na imaginação, em geral com tinta de navio sobre
pedaços irregulares de papelão e madeira. Na ex-Iugoslávia, a arte naïf
faz escola, na qual se destaca, por exemplo, Ivan Generalic (1914 -
1992).
Soluções da arte naïf são incorporadas a diversas tendências da arte moderna, seja pelo simbolismo (em busca da essência mística das cores), seja pelo pós-impressionismo
de Paul Gauguin, que vai para o Taiti em 1891, e faz pesquisas em
direção à cultura plástica das chamadas sociedades primitivas, o que se
revela no uso de cores vibrantes e na simplificação do desenho como em Ta Ma Tete - Mulheres Taitianas Sentadas num Banco, 1892, e Te Tamari no Atua - Natividade,
1896. Os trabalhos realizados sob a égide do Blauer Reiter (O Cavaleiro
Azul) - grupo do qual participam August Macke (1887 - 1914) e Paul Klee
(1879 - 1940) - e a obra de Wassili Kandinsky (1866 - 1944), em defesa
da orientação espiritual da arte, também se beneficiam de sugestões da
arte naïf.


Se em sua origem essa modalidade é definida como
aquela realizada por amadores ou autodidatas, o processo de
reconhecimento e legitimação obtidos nos circuitos artísticos leva a que
muitos pintores, com formação erudita, façam uso de procedimentos caros
aos naïfs. Além disso, a arte naïf desenha um circuito próprio e conta
com museus e galerias especializados em todo o mundo. No Brasil,
especificamente, uma série de artistas aparece diretamente ligada à
pintura naïf, como Cardosinho (1861 - 1947), Luís Soares (1875 - 1948), Heitor dos Prazeres (1898 - 1966), José Antônio da Silva (1909 - 1996) e muitos outros. Entre eles, ganham maior notoriedade: Chico da Silva (1910 - 1985) - menção honrosa na 33ª Bienal de Veneza - e Djanira (1914 - 1979). Aluna do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, Djanira completa sua formação com aulas de Emeric Marcier (1916 - 1990) e Milton Dacosta (1915 - 1988),
seus hóspedes na Pensão Mauá, no bairro de Santa Teresa, no Rio de
Janeiro. Nos anos 1950, ela é artista consagrada e uma das lideranças do
Salão Preto e Branco. A arte popular do Nordeste brasileiro - as xilogravuras que acompanham a literatura de cordel e as esculturas de Mestre Vitalino (1909 - 1963) - figura em algumas fontes como exemplos da arte naïf nacional.
Fonte: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=5357
sábado, 11 de maio de 2013
Conto: A vaidosa gralha (Autor: Carlúcio Oliveira Bicudo - Baseado na obra de Esopo - registro 34568 - livro 6 A)

A vaidosa gralha.
(Autor: Carlúcio Oliveira Bicudo - Baseado na obra de Esopo - registro 34568 - livro 6 A)
Conta
à história, que Zeus, o rei dos deuses da mitologia Grega, também conhecido
como Júpiter, escolheria um rei para os pássaros.
O alvoroço tomou conta de todo o
país. Ser escolhido por Zeus era motivo de orgulho para qualquer ser.
A notícia
ecoou por toda a Grécia, informando que os candidatos deveriam comparecessem no
dia seguinte em seu palácio, no Monte Olimpo. Para que diante do trono de Zeus,
todos os pretendentes a rei dos pássaros, pudessem ouvir a regra da competição.
Os candidatos foram muitos. Vieram representantes de todos os lados. Inclusive
dos mais remotos.
A sala do trono foi preparada com muita pompa. Cortinas aveludas em tom grená,
despencavam do teto até o chão. Flores cobriam os jarros que enfileirados, formam
uma passarela até o trono de ouro, que sobressaia na imensidão da sala, por sua
beleza.
Era tanta beleza e ostentação, que os presentes ficavam boquiabertos, a
espera de Zeus, que ainda não havia adentrado a sala.
Assim que os clarins começaram a tocar. Surgiu a imponente figura de
Zeus. O rei dos reis.
Todos os presentes começaram a
aplaudir e a saudá-lo dizendo:
─ Salve o “rei divino!” Salve o “rei divino!”
Após um gesto de saudação com as
mãos feito por Zeus, todos ali, permaneceram em um silêncio absurdo. Em seguida
começou a falar.
Com sua voz potente, ele proferiu dizendo:
─ Declaro aberta a competição para o Rei dos pássaros. Será agraciada
com este título a ave mais bela dentre todas. Que estejam preparadas e bonitas
amanhã de manhã. Quando escolherei o vencedor. E saiu da sala.
Vários pássaros começaram a sonhar com este título de “Rei dos
pássaros”.
Muitos trataram de se embelezar da melhor
forma que encontraram.
Alguns foram para a beira do rio, se banhar e alisar suas penas para o
dia seguinte.
Lá estavam a cotovia, a coruja, o pavão, a
gralha e muitos outros... Todos queriam o tão sonhado título.
A gralha, porém, queria muito ganhar, mas não
acreditava que poderia ser escolhida. Afinal, suas penas eram horrorosas!
Mesmo assim, tratou de se arrumar
caprichosamente. E pensou:
“Ah! Quero tanto ganhar este título! Tenho que dar um jeito, para ganhar
está parada. Custe o que custar.”
A gralha ficou ali, enrolando, enrolando e
esperando que as outras aves partissem.
Depois que todas as aves já haviam
partido. Muitas de suas penas ficaram caídas pelo chão. E a gralha, tratou de
ir escolhendo as melhores e as mais bonitas e foi ajeitando entre suas penas.
Ela olhou para o seu reflexo na água do rio
e ficou vislumbrada com o maravilhoso resultado. Nenhum dos pássaros que ela
tinha visto até então, estava tão bonita quanto ela. E novamente pensou:
“O
título de Rei dos pássaros será meu.”
No dia seguinte, todos, logo bem cedo,
estavam diante do trono de Zeus.
Havia pássaros com plumagens vislumbrantes.
O rei dos deuses ficou maravilhado diante de tantos pássaros belos. E
acabou ficando indeciso diante de tanta formosura.
Depois de tanto pensar, decidiu escolher a
gralha para ser o novo rei dos pássaros.
Quando ele já ia pronunciar o vencedor, os
outros pássaros perceberam que a gralha, estava na realidade usando as penas de
várias delas. Irritadas, voaram em direção à gralha e arrancaram suas falsas
penas. Fazendo com que o Zeus visse como realmente ela era.
Ele neste momento desistiu de proclamar o rei dos pássaros.
Moral da história: Não
devemos julgar, pela aparência, mas sim pelo seu caráter interior.
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